terça-feira, 4 de novembro de 2008

Sumiço

Mudando um pouco o rítimo das coisas,

Estou bastante sumido eu sei

E não é por falta de inspiração não

É por falta de tempo mesmo

Infelizmente, nesses últimos meses muita coisa mudou

Devo ainda ficar uns bons 15 dias sem postar algo de interessante em qualquer um dos blogs
mas, em breve, teremos novidades.

Bem,no maisSayonara

sexta-feira, 25 de julho de 2008

Contos de uma Cidade - Imortais Ato Final

O ar está pesado.
A cidade de Belo Horizonte parece dormir.
Trevas assombram cada canto,
cada esquina...

Cada respiração, cada suspiro...
cada sussurro.
Tudo parece angustiante.

O medo parece dominar a cidade.

Uma noite...
onde nenhum bar funciona.

Gritos ecoam pelo ar,
mas ninguém ouve.

Grunhidos e sangue,
armas e feitiços...

E a cidade ainda dorme.

"-Tome cuidado Verônica!" - diz o lorde vampiro,
"Eles são traiçoeiros, bem como imortais."

"-Olha só quem fala!" - retruca o feiticeiro,
"Como se você também não o fosse."

"-Há de convir que tenho mais classe,
não é mesmo, Jeremias?"
- responde Dominique.

Um-a-um os nosferatus caem.

Hora pelas mãos de Dominique e Verônica,
hora pelos feitiços de Jeremias.

"-Esses demônios não se cançam?" - brada Verônica.

"-Paciência, criança. O dia logo irá raiar." - responde o feiticeiro.

Nesse instante,
os olhos de Dominique se ateem um momento aos brilhos da manhã.
Ele começa a sussurrar algumas palavras.
Jeremias o acompanha.

Dominique, então, segura Verônica pelo braço -
"-Hora de irmos."
Verônica parece assustada com a expressão do vampiro.

Jeremias efetua o último encanto.

Um brilho envolve a manhã.

A cidade desperta.
Um dia perfeito começa.

E um sorriso macabro observa todo o episódio,
solitário,
do alto da Serra.

"-Perfeito."

quinta-feira, 26 de junho de 2008

Contos de uma Cidade - Imortais 4º Ato

Ao cair da noite do outro dia,
Dominique e Verônica estão assentados
frente às janelas de seu apartamento.

O olhar de Dominique parece distante.
Por vezes ele se levanta e observa as ruas de BH.

Verônica permanece inerte,
apenas observando-o,
sem perguntar-lhe nada.

As horas passam
e o enorme relógio de pêndulo
denuncia cada segundo desse tempo.
Parece uma eternidade.

Um lamento sem fim.

"- Perdoe-me." - diz o vampiro.
"- Não esperava fazer-te passar por tal desconforto."

Assim iniciou-se a explicação de Dominique.

A vida do vampiro terminou aos 26 anos de idade,
quando foi surpreendido por um bando de ladrões
nas ruas de Praga.

Vagou por uma noite inteira,
sangrando, implorando por socorro.

Ao raiar do dia,
pensou ter visto um fantasma
e desmaiou em seguida.

Acordou três semanas depois
em um monastério,
envolto em trapos.

Seu mestre era um vampiro da alta-classe,
vestia-se como um monarqua.

Seda e linho puro.

Ele o ensinou os primeiros passos como imortal.
Ensinou-o a respeitar a humanidade,
ainda que a mesma tenha-lhe tirado a vida.

O resto ele aprendeu com o tempo.

Viveu tempos de glória com seus poderes.

Mas também viveu os horrores da guerra.
Uma guerra que ele jurava ter acabado há muito tempo.

Em certa época, um bando de feiticeiros
começaram a usar os vampiros como cobaias.
Dando origem a criaturas poderosas
e muito mais temíveis que os vampiros puros.

Os Nosferatus, como foram designados,
são criaturas horrendas, vampiros sim,
mas que não possuem mais nenhum traço de humanidade.

Verdadeiros mosntros insaciáveis.

"- Parece que alguém encontrou os registros antigos desses demônios."
- disse Dominique.

"- E você nem imagina quem foi." - ecoa uma voz das sombras.

Verônica se assusta.

Dominique sorri,
um sorriso sarcástico.

"- Quem diria." - disse o vampiro.

"- Um mago e um lorde vampiro juntos." - respondem ambos,
ao mesmo tempo.

quarta-feira, 25 de junho de 2008

Contos de uma Cidade - Imortais - 3º Ato

Música, Rock’n Roll,
trance, eletrônicos...
são tantos estilos em uma mesmo lugar.

Pessoas normais se encontram e passeiam
ao lado de seres totalmente diferentes deles.

Dominique e sua cria, chamada Verônica,
conversam em um bar típico de Belo Horizonte.

Já se passaram alguns meses desde a iniciação de Verônica.
Ela parece mais acostumada aos no estilo-de-vida.

Sua beleza parece irreal para os homens,
mas só porque ela quer que seja assim.

“- Ainda se divertindo à custa dos mortais, Verônica?” – diz Dominique.
“- Não há coisa melhor.” – responde ela, com uma voz macia e sedutora,
bem junto aos lábios de Dominique.
”Dos dons que recebi, este é o que eu mais gosto.”

“- Pretende usá-lo em mim, criança?”
“- Se como mortal não precisei dele,
porque haveria de usá-lo agora?”
- continuou a imortal
sorrindo, enquanto se levantava.

Dominique então,sozinho à mesa,
com um cálice pela metade às mãos,
sorri dizendo consigo mesmo:
“- Parece que acertei na escolha.”

Os dois se retiram do bar.

Já são quase seis horas.
O dia parece querer despertar.

“-Enquanto o Sol nasce,
nós descansamos.”
– esse foi um dos ensinamentos
que Verônica recebeu de Dominique.

Sorrindo, os dois caminham pelas ruas da cidade,
abraçados, como um belo casal comum.

Um grito apavorante desperta a atenção de ambos.

Em instantes chegam ao local.

Uma jovem é segurada por uma criatura de pele escura,
sem beleza, sem feição, sem paixão alguma.

Um rapaz está ao chão.
Seus olhos sem vida denunciam o ataque.

Dominique espanta o monstro
apenas com sua presença.

A jovem está paralisada.

Dominique ordena que a leve ao hospital
e que volte imediatamente para o apartamento.

Ela age sem hesitar.

Dominique continua no local.

Ele olha para o rapaz.

Seu olhar frio parece até consumir a alma daquele corpo vazio.

Seus pensamentos quase podem ser ouvidos.

“Então vocês conseguiram sobreviver.”

terça-feira, 24 de junho de 2008

Contos de uma Cidade - Imortais - 2º Ato

“- Onde estou?” – exclama a imortal.

Ela observa todo o lugar com muito esplendor
e bastante medo.

Ela repara no homem
sentado à janela
e que a olha, cuidadosamente,
sorrindo.

Passadas as devidas explicações,
bem como o pânico da garota,
o homem senta-se à mesa e a convida,
estendendo sua mão.

Seus olhos são cruelmente sinceros
enquanto revela o porquê de transformá-la
em um ser das Trevas.

Dessa vez, ele já não usa mais seu poder de persuasão,
não exerce mais o domínio sobre ela.
Apenas aponta o armário
onde ela poderá escolher a roupa que quiser usar.

Dominique faz tudo isso enquanto se recolhe,
deitando em uma cama, no meio do enorme salão.

A garota olha para a janela e percebe que o Sol está nascendo.
“- Não se preocupe.” – diz o imortal,
“O Sol não atravessa a janela.
Pelo menos não da forma que você conhece.”


Ele encerra dizendo:
“- Durma, criança.
Amanhã te explicarei isso
e tantas outras coisas que queira saber.”

A garota observa o nascer do Sol
e pensa em tudo aquilo que deixou de possuir.
E em tudo aquilo que ganhou.

segunda-feira, 23 de junho de 2008

Contos de uma Cidade - Imortais - 1º Ato

Belo Horizonte é uma cidade comum.
Cheia de mistérios.
Como qualquer outra na Terra.

Mas aqui, nessa cidade,
a noite é um tanto mais livre
e bonita.

Quando a Lua aparece em sua noite,
Belo Horizonte abre os braços para uma vida noturna.
Todos os dias.

Temos certos personagens nessa cidade que são um tanto...
interessantes, por assim dezer.

São imortais que nasceram em um tempo negro
e, hoje, saem à luz da Luana,
contemplando as belezas da criação.

Um desses imortais mora no alto de um arranha-céu.
Seu nome permanece em segredo para os demais.

Para nós,
ele responde pelo nome de
Dominique.

Esse irmotal encontrou uma companheira
e toda noite ele sai à ensiná-la...

Ele a ensiana a "viver".

Dominique observa a sua cria.
Ela se delicia, se contenta.
Mas nada parece satisfazer sua vontade.

Ela segue.

A cada esquina ela faz mais uma vítima.

Ele intervém.

"- Chega, criança." - ele diz calmamente olhando-a nos olhos,
ela se entrega ao domínio.

"É chegada a hora de aprender a dominar a fome." - continua o mestre.
Ela acena com a cabeça e adormece em seus braços.

De volta ao seu refúgio,
Dominique coloca a menina sobre uma mesa.

Ela ainda se veste como em sua primeira noite...

Apenas uma leve camisola.

Então ela desperta,
como de um pesadelo.

sexta-feira, 20 de junho de 2008

Contos de uma Cidade - Julian

Me chamo Julian.

Gosto de caminhar pela cidade.

Gosto de livros.

Gosto de caminhar,
lendo um bom livro.

Livros de bolso são perfeitos.

Posso caminhar,
carregando-o em uma das mãos,
enquanto levo minha mochila num dos ombros.

Gosto de mochilas.

Tenho um estúdio de criação.

Sou publicitário.

Caminho todos os dias.

Tenho um escritório na Savassi.
Um bom lugar.
Gosto de lá.

Leio meus livros.

As pessoas sempre me acham disperso,
que não percebo as coisas.

Eu ouço tudo.
Sei de cada sussurro ao meu lado.

Pode -se dizer que sei
antes mesmo deles pensarem.

Pode me chamar de mago,
profeta, vidente.

A verdade é que sou um servo.
Pelo menos é asim que me porto.

Um servo do Deus Altíssimo.

Muitos dos sonhos que tenho
são mensagens, conversas,
alertas.

Não tenho permissão de interferir
só de vez em quando...
quando Ele deixa.

Por isso caminho
como se não visse nada.

Caminho.

Lendo.

Ouvindo.

E vendo
o que só eu vejo.